Brincar com o fogo é algo que se assemelha muito interessante à minha pessoa, mesmo que essa mesma minha pessoa tenha plena consciência que pode dar para o torto.
Amanhã preparo-me, mais uma vez, para brincar com o fogo. Fogo esse regado a álcool. Se eu paro para pensar? Sim. Paro para pensar que não é boa ideia. Que o contexto não mudou e que só estou a inventar pretextos e a criar contextos encaixados na verdadeira narrativa.
E como vai acabar? Provavelmente em nada. Mas quando brincamos com o fogo, já sabemos que nos estamos a pôr a jeito.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
A ausência da minha pessoa
A ausência da minha pessoa dá-se pelo simples facto de que o que estou a passar na minha vida, em todos os campos e mais alguns, assemelha-se ou à confusão ou à estagnação. E leia-se estagnação no sentido positivo do termo, numa de irmandade com o equilíbrio.
Os campos em que a confusão é rainha, esses são os de sempre. Sinto coisas e penso em coisas que, na verdade, não tenho sequer coragem para as escrever. Seja onde for. Projeto planos que não são realizáveis e, do ponto de vista de uma mente fria e razoável, de certo modo cruéis. Desejo quem não está ao meu alcance e temo, de certo modo, o aparecimento de quem mais me Disse, em toda a minha vida.
Sinto que o que eu quero não está certo, mas não consigo evitar desejá-lo quando me aproximo.
E principalmente sinto que tudo isto não me vai levar a lugar nenhum, vai sim contribuir para mais uns meses de indecisão e inação.
Os campos em que a confusão é rainha, esses são os de sempre. Sinto coisas e penso em coisas que, na verdade, não tenho sequer coragem para as escrever. Seja onde for. Projeto planos que não são realizáveis e, do ponto de vista de uma mente fria e razoável, de certo modo cruéis. Desejo quem não está ao meu alcance e temo, de certo modo, o aparecimento de quem mais me Disse, em toda a minha vida.
Sinto que o que eu quero não está certo, mas não consigo evitar desejá-lo quando me aproximo.
E principalmente sinto que tudo isto não me vai levar a lugar nenhum, vai sim contribuir para mais uns meses de indecisão e inação.
sábado, 5 de maio de 2012
Não se encontra quem valha a pena na noite
Escrito com os copos, a comer torradas, às 7 da matina. Não é de fiar.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
A contar os dias...
Para torrar ao sol. Prevê-se que, a partir de dia 9, as temperaturas subam até aos 29 graus. Estou a rezar!
Coisas que me vêm à cabeça quando, no fim de uma hora de estudo, me deixo ficar sentada na sala, sozinha e me ponho a olhar para a parede diante de mim repleta com trabalhos sobre o fascismo
A História existe desde que nos conhecemos como gente e estuda-se religiosamente desde o ponto em que se é possível remontar. Quando paramos para pensar, a realidade é que a humanidade já passou por períodos negros, na sua maioria (muito grande) por sua própria culpa.
Quando procedemos à analepse até ao período fascista(a título de exemplo e por causa dos cartazes), podemos verificar que há certos espaços de tempo que envergonham da maneira mais nojenta a humanidade e o que é possível sair da cabeça dela. Se investirmos um pouco de tempo mais na reflexão podemos ainda evocar as pessoas vitimizadas por essas épocas ou outras ainda que viveram a época e sobreviveram para contar.
Em conversa com estas pessoas, o passado assemelha-se ao Inferno. Algo que não interessa visitar uma vez que magoa. Muito. As pessoas tentam fugir. As pessoas ficam com os olhos marejados de lágrimas e perturbadas, como é o caso dos sobreviventes de alguma das mil e uma guerras de que há história.
Se quem viveu não quer recordar, porque é que a História insiste em evocar? Para aprendermos com os erros do passado? Isso é algo que nunca se irá suceder pelo simples facto de que o que move o Homem, não salvando excepções, é, foi e será sempre o mesmo. As atrocidades ciclicamente acontecerão, com uma fachada distinta mas com o mesmo intento ou com o mesmo retorcido "valor".
Vamos ensinar o Nazismo aos jovens para que eles compreendam que aquilo era errado, que o genocídio é algo monstruoso e ainda mais com tão fracas desculpas!
Mas, acaso é necessário exemplificar para que um ser humano e racional saiba o que é mau fazer-se? Na verdade não. E ainda mais verdade que isto é que, ainda nos nossos dias, há gente a cometer atrocidades com desculpas tão ou mais esfarrapadas que as que originaram as perseguições antigas . E não aprenderam essas coisas na escola? Lá está, não valeu de nada. E para quem valeu, acreditem-me que não pensam com lucidez porque viram em História os exemplos do passado...
Não sei para que serve a História. Sei, mas não verifico a utilidade.
Quando procedemos à analepse até ao período fascista(a título de exemplo e por causa dos cartazes), podemos verificar que há certos espaços de tempo que envergonham da maneira mais nojenta a humanidade e o que é possível sair da cabeça dela. Se investirmos um pouco de tempo mais na reflexão podemos ainda evocar as pessoas vitimizadas por essas épocas ou outras ainda que viveram a época e sobreviveram para contar.
Em conversa com estas pessoas, o passado assemelha-se ao Inferno. Algo que não interessa visitar uma vez que magoa. Muito. As pessoas tentam fugir. As pessoas ficam com os olhos marejados de lágrimas e perturbadas, como é o caso dos sobreviventes de alguma das mil e uma guerras de que há história.
Se quem viveu não quer recordar, porque é que a História insiste em evocar? Para aprendermos com os erros do passado? Isso é algo que nunca se irá suceder pelo simples facto de que o que move o Homem, não salvando excepções, é, foi e será sempre o mesmo. As atrocidades ciclicamente acontecerão, com uma fachada distinta mas com o mesmo intento ou com o mesmo retorcido "valor".
Vamos ensinar o Nazismo aos jovens para que eles compreendam que aquilo era errado, que o genocídio é algo monstruoso e ainda mais com tão fracas desculpas!
Mas, acaso é necessário exemplificar para que um ser humano e racional saiba o que é mau fazer-se? Na verdade não. E ainda mais verdade que isto é que, ainda nos nossos dias, há gente a cometer atrocidades com desculpas tão ou mais esfarrapadas que as que originaram as perseguições antigas . E não aprenderam essas coisas na escola? Lá está, não valeu de nada. E para quem valeu, acreditem-me que não pensam com lucidez porque viram em História os exemplos do passado...
Não sei para que serve a História. Sei, mas não verifico a utilidade.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Já comi "Os homens que odeiam as mulheres"
Muito bom. Eu andava em busca de um livro que me prendesse e eis que ele me vem parar às mãos. Li-o em sensivelmente duas semanas porque não tinha como ler um pouquinho todos os dias, mas adorei. A história é diferente, todo aquele enredo de quem fez/quem matou, toda aquela busca incessante de pistas, aquela circo do dois passos para a frente e dois para trás.... Gostei bastante. Caminho a passos largos para o segundo da trilogia. Mas para já um mini tem a minha atenção...
terça-feira, 1 de maio de 2012
~Já comi o Claraboia
Terminado o livro "Claraboia" de José Saramago. Gostei bastante, para minha surpresa, e,à semelhança do Ensaio sobre a cegueira, é o tipo de livro que nos faz, a determinados momentos, parar a leitura e refletir sobre o que determinados parágrafos afirmam. Apesar de extenso não é absolutamente nada cansativo e o facto de abordar várias histórias de várias personagens que se vão cruzando (nem todas) ao longo do livro ajuda muito a aguçar a curiosidade que se vai criando e deixando na expectativa, capítulo a capítulo.
Ajuda a pensar sobre a vida, sobre o que fazemos com ela condicionado por o que terceiros dizem ou pensam ou mesmo sobre o que não fazemos com ela mas vivemos na ilusão de que fazemos.
Tem personagens deliciosas, no sentido sentimental do termo, enquanto outras mostram, tal como já reconheço deste autor, a faceta humana mais negra, fria e geradora de repulsa.Tem o Amor representado de um modo lindo e a falta Dele representada como um verdadeiro vácuo na vida de algumas personagens.
Aconselho.
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