E pronto, mais um ano que termina sem darmos por isso.
Este ano foi cheio de situações que me fizeram feliz e mudaram a minha vida. Tenho neste momento, na minha vida, o meu primeiro namorado. Faz-me feliz, é meu companheiro, meu amigo, meu pilar. Pela primeira vez na minha vida tive um momento especial no dia dos namorados, passei férias com o meu namorado, troquei presentes no Natal com ele... Fui muito feliz nestes momentos, momentos que nunca tinha vivido na vida até ao ano que hoje finda. Somos muito felizes juntos, mesmo que, no momento, apenas estejamos juntos de 15 em 15 dias(estamos separados por mais de 650 km).
Por outro lado, perdi a oportunidade de trabalhar no que gosto. Retiraram-me o contexto de sala de aula, com os meus putos, que era das coisas que mais me fazia feliz... Ainda assim, não perco a esperança e só rezo para que, neste ano que aí vem, se não puder voltar a uma escola, pelo menos a vida me leve ao encontro de uma nova ocupação e que eu consiga vivê-la com a mesma intensidade com que vivia a minha profissão.
Ainda não sei bem o que esperar deste ano que começa em algumas horas, mas tudo farei por preencher o buraco que este governo deixou na minha vida.
Há um ano prometi escrever algo todos os dias aqui no meu espaço cheio de memórias. Este ano não serei tão altruísta e prometo apenas que tentarei escrever com mais frequência ( uma vez que, tal como aconteceu este ano, não consegui cumprir a promessa:P). Não porque tenha leitores, mas porque percebi que isto, no fundo, é um registo da minha vida. E, um dia mais tarde, vai saber-me pela vida perder-me aqui:).
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Quando os blogues que mais gostamos de ler desaparecem
Detesto quando sigo um blog com todo o carinho, vou lá todos os dias ler refletir com os textos, ainda que pequeninos, e, de repente, a autora ou autor em questão desistem da escrita. Eu sei que a vida é complicada, a paciência esgota, o tempo parece que nos foge pelos dedos, os problemas aparecem e, quando somos muito ligados aos nossos blogs temos vontade de desabafar lá (mas não queremos partilhá-lo dessa maneira), mas depois fica um vazio nos leitores. Neste caso em mim. Tenho mesmo pena de pensar que há blogs que não vou ler mais! Que aquela linha virtual que me unia a pessoas, que parecia que encaixavam comigo, se partiu e que, muito provavelmente, não se voltará a estabelecer. E a minha lista de leitura vai empobrecendo a olhos vistos! Restam dois ou três, que no fundo toda a gente passa os olhos por eles, e têm pouco de intimistas... Fico lixada:(
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Como controlar quando se gosta?
Dantes, eu vivia uma situação bem distinta. Eu gostava muito de alguém mas não demonstrava... Porque não podia. Porque não gostavam de mim. Vivia naquilo mas não havia problema na minha cabeça porque, pura e simplesmente, o manifesto dos sentimentos me era proibido.
Ora, quando temos alguém, que também gosta de nós, o caso muda de figura. Há o manifesto. Há a explosão. Há a bandeira hasteada.
O que sucede é que eu vivo longe, muito longe, do meu moço. E essa distancia tem me posto com saudade e a sentir muita falta dele. Quando isso me acontece eu penso, penso muito... demais! E começo a pensar... E se acontece alguma coisa má? Não consigo nem encarar isso. E depois dá vontade de ainda manifestar mais os nossos sentimentos! Então vem o segundo medo... E se manifestamos demais? E se o assustamos?
Eu não estou habituada a esta dicotomia de sentimentos e de escolhas, a dicotomia era outra!...
Ora, quando temos alguém, que também gosta de nós, o caso muda de figura. Há o manifesto. Há a explosão. Há a bandeira hasteada.
O que sucede é que eu vivo longe, muito longe, do meu moço. E essa distancia tem me posto com saudade e a sentir muita falta dele. Quando isso me acontece eu penso, penso muito... demais! E começo a pensar... E se acontece alguma coisa má? Não consigo nem encarar isso. E depois dá vontade de ainda manifestar mais os nossos sentimentos! Então vem o segundo medo... E se manifestamos demais? E se o assustamos?
Eu não estou habituada a esta dicotomia de sentimentos e de escolhas, a dicotomia era outra!...
domingo, 3 de novembro de 2013
Este tempo ao qual eu já não estava habituada.
Sentir frio. Sentir o nariz gelado, as mãos geladas. Comprar botas mais resistentes porque aqui chove mesmo (não faz que chove, como é o caso do que acontece no Algarve na maioria das vezes). Ligar o aquecedor na casa de banho antes de tomar banho ou ansiar por comprar um gorro porque se sente a cabeça fria. Estas são sensações e atitudes de que eu não sentia nem tinha a mínima necessidade e agora, voltando à base dois anos depois, já sinto e já tenho. Já não estou habituada e fico mais depressa constipada e deprimida com o cinza e um dia de sol deixa-me feliz como há muito não deixava. É uma sensação estranha para mim.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Planos recentes
Já aqui falei de Geometria, Andei em explicações, sonhei com arquitetura, até que a FAUP me trocou as voltas e fez com que todo o dinheiro gasto em explicações fosse por água abaixo, junto com o sonho.
Agora, meses depois e com o desemprego em mãos, o plano é outro (sim, porque ou tenho plano ou aí sim, dou em doida): Matemática. Voltar a ela de novo. Voltei há cerca de duas semanas e ando às voltas com probabilidades. O porquê? Explicarei mais à frente (no tempo, entenda-se, não no texto:)).
Nos entretantos inscrevi-me No ginásio, finalmente. Fui anteontem. Hoje vou de novo... A minha última visita a provadores de lojas deixou-me traumatizada...
Agora, meses depois e com o desemprego em mãos, o plano é outro (sim, porque ou tenho plano ou aí sim, dou em doida): Matemática. Voltar a ela de novo. Voltei há cerca de duas semanas e ando às voltas com probabilidades. O porquê? Explicarei mais à frente (no tempo, entenda-se, não no texto:)).
Nos entretantos inscrevi-me No ginásio, finalmente. Fui anteontem. Hoje vou de novo... A minha última visita a provadores de lojas deixou-me traumatizada...
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
O ano da viragem que não foi encomendada
Este é, definitivamente, o ano da mudança que eu nunca pedi. A mudança que me diz que o meu curso não terá mais saída. A minha licenciatura e o meu mestrado servem, agora, apenas para ser uma mulher formada. Não servem mais para eu trabalhar.
Nem a porcaria de 13 horas em Faro(!!!) eu consegui e dou, neste momento, tudo por perdido. São dezenas/centenas de professores a concorrer, que não sei de onde vieram de um ano para o outro, e alguém como eu, com apenas dois anos de trabalho, não tem a mínima hipótese. Não se entende que ainda no ano passado houvesse quase falta de professores de Espanhol e que este ano haja um excesso que me deixará de fora, a mim e a todas as minhas colegas que se formaram comigo. Não temos a mínima hipótese frente a professores de Francês com 10/15 de trabalho e com formações de Espanhol tiradas às pressas e às três pancadas (já para não nos que saem quentinhos das privadas com médias para lá de espetaculares). Este ano, da maneira que referi, saíram dezenas para lecionar (serão mesmo apenas dezenas?) e para o ano ainda serão mais. Já era. Mas foi muito bonito enquanto durou, sentia-me mesmo feliz a dar aulas. Mesmo quando estava no buraco, havia um sitio onde me sentia bem: de frente para os meus putos. Já tenho saudades... E cheira-me que as terei por muito tempo.
Nem a porcaria de 13 horas em Faro(!!!) eu consegui e dou, neste momento, tudo por perdido. São dezenas/centenas de professores a concorrer, que não sei de onde vieram de um ano para o outro, e alguém como eu, com apenas dois anos de trabalho, não tem a mínima hipótese. Não se entende que ainda no ano passado houvesse quase falta de professores de Espanhol e que este ano haja um excesso que me deixará de fora, a mim e a todas as minhas colegas que se formaram comigo. Não temos a mínima hipótese frente a professores de Francês com 10/15 de trabalho e com formações de Espanhol tiradas às pressas e às três pancadas (já para não nos que saem quentinhos das privadas com médias para lá de espetaculares). Este ano, da maneira que referi, saíram dezenas para lecionar (serão mesmo apenas dezenas?) e para o ano ainda serão mais. Já era. Mas foi muito bonito enquanto durou, sentia-me mesmo feliz a dar aulas. Mesmo quando estava no buraco, havia um sitio onde me sentia bem: de frente para os meus putos. Já tenho saudades... E cheira-me que as terei por muito tempo.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Aii a vida em sociedade
Isto de voltar para casa dos pais tem para lá de mais que muito que se lhe diga. Tenho imensos momentos de felicidade, sinto-me muito bem de novo a conviver com a minha família. Mas também tenho momentos em que só desejo pegar na malita e sair de casa para passear até "a tempestade passar". Ele é a minha mãe que está farta de estar em casa e quer sair e passa-se com uma facilidade espetacular (pre monopause!!), ele é o meu pai que chega a casa com os nervos e a mandar vir com os móveis e paredes por causa do trabalho, ele é o meu irmão que me chateia de morte, em certos momentos, como quando me leva os phones, mesmo depois de lhe dizer que NÃO DEIXO... enfim. É nesses momentos que eu desejo ardentemente voltar a viver sozinha.
Ontem tive um prenúncio. Uma escola pediu-me documentos. No entanto, ainda não me chamou. Esta espera está a moer-me demais, como mais e tenho vontade de comer porcarias todos os dias. Ou é Big Mac, que comi há uma semana, ou bolinhos milka (que compro uma embalagem e como os cinco de tacada) , ou chocolates mars, ou croissants, ou bolos de arroz...salvem-me! Arranjem-me que fazer que eu vou pos 100! É que, o pior de toda esta alegoria, é que nesta indecisão não há meio de ter certezas para pagar o ginásio. Eu ia fazê-lo ontem mas ligaram-me de manhã. Ora eu tenho medo. Medo de dar 50 euros e depois ser chamada para Faro! Kill me now...
Ontem tive um prenúncio. Uma escola pediu-me documentos. No entanto, ainda não me chamou. Esta espera está a moer-me demais, como mais e tenho vontade de comer porcarias todos os dias. Ou é Big Mac, que comi há uma semana, ou bolinhos milka (que compro uma embalagem e como os cinco de tacada) , ou chocolates mars, ou croissants, ou bolos de arroz...salvem-me! Arranjem-me que fazer que eu vou pos 100! É que, o pior de toda esta alegoria, é que nesta indecisão não há meio de ter certezas para pagar o ginásio. Eu ia fazê-lo ontem mas ligaram-me de manhã. Ora eu tenho medo. Medo de dar 50 euros e depois ser chamada para Faro! Kill me now...
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