Ontem perdi-me a ler o meu último diário... O diário que registou os desesperos da fase "Ex e início do M.". Até fico arrepiada. Como eu estava apaixonada pelo primeiro. Cega direi mesmo. Como eu queria estar com ele e pensava ser impossível. Nunca viável, nunca real. Invejava quem ele queria e até lhes rogava pragas. Sentia que com ele seria capaz de tudo. Sentia-me bem comigo pois ele sempre demonstrou aceitar-me como eu era.
Ele nunca quis nada comigo. Ele dizia que o que eu representava era demasiado puro e raro. Que não queria ser o "primeiro" pois sentia que não sentia por mim o suficiente para durar. E então nunca sequer tentou. Até ao dia, há uns meses, que acabamos juntos. Juntos como eu sempre sonhara e nunca pensei possível. Fiquei um bocado desiludida pois não senti o que pensei que sentiria, muito provavelmente pois não me saía o M. da cabeça e a possibilidade de ele gostar de mim e eu estar a estragar tudo. Mas gostei. Desde aí que se tem seguido oportunidades e vontades de ambos os lados, mas nunca o momento perfeito.
O que tudo isto me diz, e pode dizer a quem me lê, é que a vida dá mesmo muitas voltas. Voltas inesperadas e repentinas. Depois de tudo o que passei, ele é que veio atrás! Algo que nunca pensei possível.
Mas esta história de ler diários tem coisas negativas, reviver os maus momentos deixa-me angustiada!
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Solteiros, casados, em celibato curto/longo, desesperadamente à procura que comentaram