porque és sempre tu quem me vem à memória. Agora foram os momentos em que nos divertíamos juntos... E como eu me ria contigo, era uma constante. E tu sabias. Tu sabias que só eu me ria como uma tolinha de tudo o que tu dizias ou fazias e isso fazia-te sentir bem. Fazia porque tu só eras assim comigo. Eu sei que havia alguém que só vinha à tona comigo porque comigo se sentia bem em o ser. E eu era tão feliz contigo. Feliz como uma menina. Apaixonada, completamente embevecida contigo. O estado de êxtase em que me sentia sempre que estava para estar contigo. Os nervos, a felicidade incontrolável e incontornável. Contigo, eu sei, passei as horas mais felizes e mais completas da minha vida. Eu encaixava em ti como isso nunca me aconteceu e temo nunca mais me irá acontecer. E agora estás longe. O longe dos meus olhos era suportável, o longe do meu coração é que não é. Não foi.
Hoje, eu sei, está tudo numa brasa bem pequenina. Daquelas que só se vê depois de muito tempo a fogueira arder. Mas sei também que, se te vir, se me falares, a brasa vai volver fogo de novo. E eu vou ver-me em maus lençóis. Eu vou ver-me e sentir-me a amar-te de novo. Vou encontrar-me de novo a achar que nada vale a pena se não estiver perto de ti. Vou dar por mim e desperdiçar o que a vida me tem oferecido, para tentar compensar a tua perda.
Por isso, não apareças. Não entres na minha vida. Todo o meu ser anseia por esse momento mas não o faças. Porque a vida já deu bem a entender que não é suposto que fiquemos juntos e eu tenho que aprender a viver sem ti. Aprender a viver sem olhar para ti como o homem da minha vida.
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