Mostrar mensagens com a etiqueta Assuntos sérios:P. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Assuntos sérios:P. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A tal frase do "Tem calma! A vida muda de um momento para o outro, sem a gente contar!"

Quando estamos a passar por momentos maus há sempre uma alma iluminada na nossa vida que nos diz para relaxarmos e dar-mos tempo ao tempo. Que a vida muda quando menos esperamos.
Eu estava a passar por uma fase em que a esperança não abundava, a nível nenhum... E de repente, de uma oferta que nunca pensei que conseguisse conquistar, a minha vida mudou. Vou sair de casa. Vou morar sozinha como sempre quis! Passei meses a dizer que até ia para o fim do mundo se fosse preciso, pensava que só com muita sorte conseguiria dar aulas em Outubro e tornar-me independente. E eis que Outubro veio. Mais cedo. Mas eu vou mesmo para muito longe.
Há muitas perguntas na minha cabeça que me deixam com uma sensação agridoce em relação a tudo isto... Como conviverei com o facto de ver a minha família e amigos uma vez por mês? Os meus amigos esquecer-se-ão de mim? Substituir-me-ão? Perderei contacto com eles por causa da distância? Conseguirei arranjar um contexto tão bom em termos sociais e afectivos como o que deixo? Não me irei arrepender de abandonar tudo assim desta maneira em prol do trabalho?

Espero sinceramente obter respostas para tudo isto e que o mundo não caia na minha cabeça quando me achar no Algarve a 700 quilómetros de casa...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Fumo e chapa

Hoje duas coisas estiveram bem presentes no meu dia e no dia de que vive na minha cidade: Acidentes de viação e fumo de incêndios. Há pouco vinha para casa e o céu, ainda que tivesse assumido tons rosa e laranja, estava meio enublado... Do fumo. E durante o dia vi três acidentes, contando com o jovem que se espetou às seis da manhã a alguns metros da minha casa. Foi um estrondo tão grande que acordei sobressaltada com o meu(acidente) na cabeça. Todos os vizinhos vieram às portas...
Está tudo louco. O pessoal nas estradas é do mais individualista que há, nada de cedências de passagem, nada de piscas, nada de nada. Já tive para ter mais dois acidentes à conta dessas bestas!
E os incêndios?... Não há nada a dizer. Apenas deixam uma áurea de desastre no ar. Não gosto.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Se vocês fossem estudantes da UM...

... saberiam do absurdo que se tem passado nas caixas de e-mail institucional dos estudantes, professores e agregados com direito a e-mail terminado por ".uminho.pt". É um completo absurdo! Um e-mail criado para partilhar informação importante e pertinente por toda a comunidade académica, está agora a ser utilizado para discussões ridículas entre alunos parvos que, como entraram de férias e não têm que fazer, divertem-se a responder a desconhecidos. Mais uma vez a velha máxima de ninguém fazer ideia de quem eles são e por isso viva as bacoradas.
Tudo começou por um e-mail de uma aluna finalista de Biologia que pedia voluntários para recolher dados para a tese final. Até aqui nada de importante, o problema instalou-se no facto de a aluna ter cometido dois ou três erros ortográficos no e-mail que enviou para mais de dez mil pessoas.
Ora houve uma alminha ( há sempre), que sentiu uma coceira infernal quando se deparou com os erros(nem eu, quase professora de Português, me dei ao trabalho de tal!) e respondeu, corrigindo a moça. Até aqui, mais uma vez, passava o assunto ileso de confusões. E tudo seguiria na paz não fosse a referida alminha corrigir a moça... Enviando esse e-mail para os contados 10 mil e-mails! Isto é, não foi uma correção pessoal mas sim pública! E pronto caiu o carmo e a trindade. Começou a discussão, toda a gente a corrigir erros de toda a gente, dezenas de e-mails em todas as caixas de correio por dia, até que se chegou ao cómico e já se discute o que é ou não SPAM, o que é ou não praxe, o que é ou não de valor na língua portuguesa, and so on, and so on...
A sério?! Este pessoal não tem mesmo o que fazer! E tudo começou no inofensivo e-mail da mocinha! Ok, há que ter cuidado na redação de textos a tornar públicos, mas erros toda a gente comete! Não é necessário chegar a extremismos e muito menos julgar pessoas pela, passo a citar, "falta de brio académico"! Mas isto dos erros dava pano para mangas e isso não me está a apetecer agora...

domingo, 10 de julho de 2011

A reter do meu trabalho como colaboradora num Supermercado:

NUNCA levar o namorado/marido/companheiro/amante/amigo colorido às compras connosco a um supermercado, a não ser que eles tenham voto na matéria quanto ao que se vai comprar, quanto se vai comprar e para quê. É que os pobres parecem, sei lá... Uns prisioneiros do Iraque. Uns mecos! Apanham uma seca descomunal, andam infelizes, e a verdade? Nós não precisamos deles ali. Por isso, mulheres, não sejam más. Deixem os pobres em casa!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Os trabalhos temporários

Quem dá uma vista de olhos ao meu currículo profissional fica, com certeza, um tanto ou quanto confuso. Mesmo eu fico confusa! Passo a vida, durante estes últimos três anitos, a passar literalmente de "cavalo para burro" aos olhos de muita gente. Tanto sou Senhora Professora, como me encontram a trabalhar numa loja de acessórios. Tanto a volto a ser Senhora Professora, como me vêem a fazer promoções nos supermercados.
A razão é simples, a vida não é simples, e eu, ao contrário do que muita gente grita, não me enquadro de modo nenhum na geração à rasca. Sim, está difícil arranjar emprego mas quê? Vou ficar sentada em casa a queixar-me e ir para as ruas esperar que alguém me atire um trabalho bom para o colo? Obviamente que não. Faço-me à vida e há mais de dois anos que sou monetariamente independente, para felicidade dos meus pais. Custa? Sim custa. Nada nesta vida é simples ou acessível. Fica um ligeiro e rápido amargo de boca quando vejo os pais dos meus alunos aproximarem-se com a frase "Ah está aqui a trabalhar?", onde se lê nas entrelinhas "coitada vê-se bem que não há trabalho no ensino, blá, blá"? Fica. Mas é efémero. Porque eu sei que quando terminar o Mestrado terei trabalho(a minha área tem). E porque sei que estou a trabalhar por motivos mais do que fortes. E porque uma das minhas máximas é "O trabalho enobrece". Sinto-me especial por arranjar sempre trabalhinhos que me garantem a minha independência enquanto sou jovem. Mil vezes isso a ter que pedir aos pais ou a não fazer nada porque não tenho dinheiro.
E mais, tenho experiência de vida. Dou valor a todos os tipos de trabalho, respeito os seus funcionários porque sei o que custa o dito trabalho e sei o quão nojento é tentar-se ser simpática e afável recebendo das pessoas comportamentos e respostas estúpidas e arrogantes.
Sinto que cresço e que um dia darei mais valor ao meu trabalho pois terei termo de comparação com pessoas que não terão tanta sorte como eu.
O que respondo quando me encontram e me dizem a frase supra referida?
"Sim, tem que ser. Assim não sou um peso para os meus pais."
É remédio santo, mudam logo o tom de voz e o discurso:)