terça-feira, 5 de julho de 2011

Os trabalhos temporários

Quem dá uma vista de olhos ao meu currículo profissional fica, com certeza, um tanto ou quanto confuso. Mesmo eu fico confusa! Passo a vida, durante estes últimos três anitos, a passar literalmente de "cavalo para burro" aos olhos de muita gente. Tanto sou Senhora Professora, como me encontram a trabalhar numa loja de acessórios. Tanto a volto a ser Senhora Professora, como me vêem a fazer promoções nos supermercados.
A razão é simples, a vida não é simples, e eu, ao contrário do que muita gente grita, não me enquadro de modo nenhum na geração à rasca. Sim, está difícil arranjar emprego mas quê? Vou ficar sentada em casa a queixar-me e ir para as ruas esperar que alguém me atire um trabalho bom para o colo? Obviamente que não. Faço-me à vida e há mais de dois anos que sou monetariamente independente, para felicidade dos meus pais. Custa? Sim custa. Nada nesta vida é simples ou acessível. Fica um ligeiro e rápido amargo de boca quando vejo os pais dos meus alunos aproximarem-se com a frase "Ah está aqui a trabalhar?", onde se lê nas entrelinhas "coitada vê-se bem que não há trabalho no ensino, blá, blá"? Fica. Mas é efémero. Porque eu sei que quando terminar o Mestrado terei trabalho(a minha área tem). E porque sei que estou a trabalhar por motivos mais do que fortes. E porque uma das minhas máximas é "O trabalho enobrece". Sinto-me especial por arranjar sempre trabalhinhos que me garantem a minha independência enquanto sou jovem. Mil vezes isso a ter que pedir aos pais ou a não fazer nada porque não tenho dinheiro.
E mais, tenho experiência de vida. Dou valor a todos os tipos de trabalho, respeito os seus funcionários porque sei o que custa o dito trabalho e sei o quão nojento é tentar-se ser simpática e afável recebendo das pessoas comportamentos e respostas estúpidas e arrogantes.
Sinto que cresço e que um dia darei mais valor ao meu trabalho pois terei termo de comparação com pessoas que não terão tanta sorte como eu.
O que respondo quando me encontram e me dizem a frase supra referida?
"Sim, tem que ser. Assim não sou um peso para os meus pais."
É remédio santo, mudam logo o tom de voz e o discurso:)

domingo, 3 de julho de 2011

E nesta tarde meia escurinha mas aos meus olhos bem perfeitinha..

... fui meter-me num dos meus locais preferidos para o meu café curtinho com adoçante, com um álbum recém retirado da Internet de Ana Carolina no mp3, e passei uma hora e meia maravilhosa. Adoro a voz dessa senhora. E a versão dela da música Blower´s Daughter? Simplesmente fabulosa. E Deus, como me identifico com essa música. Quem estivesse, na passada hora e meia, um pouquinho atento à moça sozinha naquele local, repararia com facilidade nos olhos marejados de lágrimas:´)

sábado, 2 de julho de 2011

Sabem o que falta à minha cidade?

Nada. Ultrapassava a perfeição apenas se tivesse mar, que é algo que amo e que dava tudo para ver todos os dias.
Hoje passei a manhã a passear-me pela minha cidade. Pelo meu centro Histórico. Pelo Meu meio... Sei que não ficarei aqui para sempre. Mas tenho muito orgulho de ser filha da Cidade Berço.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dadas as actuais circunstâncias...

Era exactamente se uma fatiota destas que eu precisava... Desmaiava em qualquer lado!
(Imagem retirada deste blogue)

terça-feira, 28 de junho de 2011

A morte

Não, não vou aqui dissertar sobre o Angélico Vieira. Uma vez que acredito na reencarnação da alma, se o moço faleceu de facto, a alma dele já terá renascido algures neste mundo.(chamem-me parva, eu acredito)
Só quero reflectir por breves segundos que não estou a gostar nada disto. Entre ontem e hoje é só morte. Morte real, morte fictícia, morte nos sonhos. Não dá! Eu não ando com saúde para isto e o pior é que sou uma pessoa extremamente sensível à morte. Não a morrer, mas sim a perder para a morte. O meu problema, medo, fobia, desespero de alma, é pensar em perder alguém que amo. Abomino a ideia. Acho que nunca ficaria bem. Sou muito fraca no que diz respeito a isso e demasiado apegada às pessoas que amo. Morrer? Eh pah, eu sei que vou morrer. Mas não é isso que me assusta.
Agora passar 48 horas em que enfrento a ideia de perda constantemente... Isso não.

(Quis encontrar uma imagem toda xpto para representar a alma, mas eram todas... Hummm.. Estranhas.)

Resoluções

Agora, chegado o momento em que o meu cérebro tem autorização a voltar a si, posso voltar a concentrar-me na minha bela e Bafejada pessoa, que neste momento... Está pouco bafejada. A modos que estou com as unhas mais roídas do que nunca, não tenho seguido a minha dieta (na verdade acho que se tivesse um filho neste momento, ele sairia com cara de Big Mac, dada a minha vontade de o .... Coiso) e os meus olhos parecem os de uma drogadita em processo de desmame. Assim, declaro aqui e hoje, perante este blogue sagrado (ok não é muito sagrado, estive quase a eliminá-lo do mapa), que vou parar de roer as unhas, seguir a minha dieta, e dormir como deve ser.

É que se não, terei que mudar a minha assinatura para Bafejada pelas Musas drogadas...

Está a meio...

Comecei, num dos dias do fim-de-semana prolongado ao qual vou apelidar de Fim do Mundo, a ver o filme Lost In Translation. Sempre tive curiosidade de ver este filme e esta devia-se ao facto de ele ser muito bem publicitado por este blog. Um dia vi que ia dar na TV e decidi pôr a gravar. Para um dia ver. A verdade é que tinha o filme gravado há meses e nunca me tinha dado para o ver. Ora numa das noites do Fim do mundo, farta de estar há horas em frente ao computador, fui, à uma da manhã, sentar-me no sofá. Precisava de um momento meu, com a sala vazia, a ver algo que não me fizesse pensar no Mestrado. Dei uma vista de olhos pelas dezenas de filmes que lá estavam(por que raio gravo tanta coisa?) e lá o vi. E lá comecei a ver.
Tive que parar porque arriscava a deitar-me só às três da manhã. Mas não queria! Estava a ser interessante. Muito diferente de todos os filmes que já vi. Assim que o terminar, o que deverá ser sexta-feira, aviso...